” LER É APRENDER EM SILÊNCIO, PARTE 2 ”

  • Meus amigos vocês que me acompanham, lendo as coisas que eu escrevo, sabem o quanto eu gostava de ir para o sítio da minha avó, lá eu brincava, subia nas àrvores,aquele era o meu lugar,lá eu me sentia em casa .Já quando tinha que voltar para casa,eu era outra criança,falava pouco gostava de ficar sózinha,ajudava minha mãe nos trabalhos de casa e com os bordados que ela pegava para ajudar no orçamento,o dinheirinho que ela ganhava dava para comprar o pão,leite e algumas misturas para nós.Quando terminava minhas tarefas,meu divertimento favorito era ler,na praçinha da Vila Aparecida,tinha uma banca de jornais e revistas e o dono que não me lembro mais o nome, emprestava gibis revistas de foto novelas e livros,para quem não podia comprar,lá tinha uma sessão que era só para emprestar ,só que tinha que devolver direitinho, do jeito que tinha levado, senão ele não emprestava mais,acho que eu era a maior freguesa que ele tinha,porque eu lia rápidinho e logo corria trocar,já que minha casa não ficava longe e podia ir sózinha, desde que voltasse logo,e assim eu tinha sempre algo para ler,lia um, trocava com outro e fui aprendendo em silêncio!!! Se tivesse mais gente como aquele senhor,e crianças com o hábito de ler,nosso país seria muito melhor!!!
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LER,É APRENDER,EM SILÊNCIO…

 

 

 

  Li, esta frase em algum lugar, que no momento, não me lembro,preciso começar à anotar,para não me esquecer depois.É assim que eu me sinto, aprendendo em silêncio, desde que aprendi as primeiras palavras, me apaixonei por elas e dai em diante, apesar do pouco estudo que tive, e também da baixa visão, leio tudo que consigo enxergar,de longe para mim é dificil ,mas bem de pertinho´pertinho mesmo,consigo ler bem. Já li tantos livros que perdi as contas, gosto de ler de tudo, romances, livros espíritas,adoro os livros do Augusto Curi, com eles as vezes choro,outras dou tantas risadas,que se minha neta estiver por perto, sempre fala,calma ,vó .Há também não gosto de livros fininhos ,que não tem nem graça começar a ler e acabar no mesmo dia ,li inteiro  o livro que meu irmão Augusto,escreveu no seu trabalho de mestrado,que conta sobre o Horto Florestal e a Companhia Paulista de Estrada de Ferro.Leio também jornais,revistas e até panfletos de propaganda de lojas e supermercados, e com isso eu aprendi muita coisa em silêncio!!! Minhas netas dizem,se quer me dar um presente que me faça feliz, me de um livro…

 

 

 

 

     

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EU,TEREZA!!!

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Minha sobrinha Regiane, me pediu para que eu escrevesse mais outra coisa do meu tempo de escola e,da Ivone ,minha irmã e mãe dela.quem leu os comentários do meu outro post já vai saber do que se trata. É sobre como nós levávamos os materiais para a escola a gente não tinha bolsas ou mochilas como tem agora ,quem podia, comprar tinha umas bolsas de couro,de carregar na mão,mas isso para nós era um luxo,levávamos nosso material em sacolas de pano feitas por nossa mãe,ou então no caminho para a escola ficávamos de olho para ver se achava uma caixa de sabão em pó, que aquele tempo não era qualquer um que usava,na nossa casa então nem passava perto,era só sabão de pedra mesmo.Quando a gente achava uma caixa vazia, ficava toda feliz porque ia fazer uma pasta para levar os materiais de escola .

Chegava em casa limpava bem a tal caixa depois encapava com papel de presente ou qualquer outro,as vezes até com folhas de revistas,e lá íamos nós todas contentes com nossas pastas novas para a escola.

Outra coisa que não esqueço são os sapatos Vulcabrás que o meu pai comprava pra gente ir à escola,eles eram de borracha

e não acabavam nunca,a Ivone odiava eles que um dia pegou uma gilete e cortou o calcanhar e depois falou que tinha rasgado só para comprar outro ,mas não adiantou nada,veio outro igual! porque aqueles é que duravam mais e custavam mais baratos,e continuou ela com os mesmos sapatos só que agora novos e iam durar mais um bom tempo.

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Publicado em por amartini2013 | 1 Comentário

Eu, Tereza!!!

Hoje, quinta feira,minha neta chegou da escola para almoçar,como ela faz sempre,mas estava  sem a mochila porque deixou aqui na minha casa na terça feira e esqueceu de vir buscar,Então eu perguntei:-você foi para escola sem material? e ela me respondeu, que tinha feito as lições em folhas de fichário,e eu disse:-se fosse no meu tempo você tinha levado umas reguadas na cabeça.Ela falou:-xi!!!, vó a professora nem viu, e eu fiz toda lição!

Agora vou contar algo que aconteceu comigo, quando eu estava na quarta série. Minha família era muito pobre, mas apesar disso meu pai nunca colocou nenhum de nós na caixa,que era como se chamava aquele tempo quem recebia ajuda do governo,quem era da tal caixa ganhava uniforme,material escolar e merenda,quem não era se quisesse comer a merenda tinha que comprar,então como a gente nunca tinha dinheiro, a coitada da minha mãe se virava como podia para dar alguma coisa para levarmos de lanche,quando tinha manteiga era pão com manteiga quando não tinha ,ela queimava açúcar e colocava no meio do pão,agora dá até vontade,mas naquele tempo era muito ruim ver as outras crianças na fila da merenda e a gente comendo pão com açúcar queimado.

Apesar disso meu pai sempre gostou de nos ensinar a fazer as lições de casa e ainda passava contas e obrigava a fazer tabuadas ,mas não no caderno porque não se podia gastar folhas para serem usadas na escola, então ele ia na venda do sr José Campina que ficava no mesmo quarteirão da nossa casa ,não sei se ele comprava ou ganhava do dono da venda um maço de papel de pão,que aquele tempo não existia sacolas plásticas como agora, e era neste papel que ele furava e passava um barbante fazendo como um caderno para passar contas e as tabuadas para nós. Um dia como já disse, estava na quarta série e acabou o meu caderno,e meu pai não podia comprar outro aquele dia ,pois não tinha recebido o pagamento, então minha mãe falou para eu levar o tal caderno de papel de pão, depois quando comprasse o outro passava a limpo e assim eu fiz .Mas a professora que se chamava dona Dirce,foi andando por entre as carteiras e chegou perto de mim,não é fácil para mim estar escrevendo sobre isso porque sempre que me lembro disso eu choro e olha que faz tempo,então ela pegou o meu tal caderno,levantou bem alto e gritou para a classe inteira ouvir:-Olha no que ela está escrevendo, o que significa isso? eu tentei explicar que estava escrevendo ali, porque meu caderno tinha acabado e meu pai não podia comprar outro aquele dia,mas que depois eu passaria a limpo toda lição.E ela que andava sempre com uma régua grande de madeira bateu várias vezes na minha cabeça com ela,e eu não pude fazer nada, me senti humilhada diante da classe toda que riam de mim ,a não ser chorar como estou chorando agora.

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Protestos,sem comentários!!!

Lendo um testo no bog do meu irmão,” A SIMPLICIDADE DAS COISAS”que fala sobre a descrença do povo, na política,na polícia e até na igreja. Quero deixar aqui também o meu protesto,aqui na nossa cidade,não se tem mais segurança para nada, nem para trabalhar sossegado principalmente quem tem um comércio qualquer está sempre tralhando estressado,com medo de que a qualquer momento entre algum marginal de arma na mão, encostando na cabeça da gente, e levando todo trabalho de um dia,isso quando não sei a troco de que,resolvem atirar,e acabar com a vida de uma pessoa que está ganhando a vida honestamente
Eu e minha filha Tatiana,estávamos trabalhando em uma sexta -feira,sozinhas porque meu marido tinha passado por uma cirurgia e estava de repouso,quando em certo momento parou uma moto,e entrou um rapaz de capacete com a viseira fechada empunhando uma arma encostando-a na minha filha e anunciando que era um assalto,nós ficamos paralisadas ele entrou pegou todo dinheiro que não era muito,levou até a caixa de moedas,eu fiquei aterrorizada quando ele passou perto da minha filha, com medo que atirasse nela. Quando o rapaz saiu,a unica coisa que eu consegui falar,foi vá com DEUS ,e que você nunca mais faça isso,por ele ter passado pela minha filha,e não ter feito nenhum mal a ela porque dinheiro a gente trabalha e ganha outro mas a vida de um filho não tem dinheiro que pague!
Eles roubam qualquer coisa, só para comprar drogas,essas malditas drogas que estão toda parte,nas esquinas, nas praças e até dentro das escolas, minha neta de quinze anos está sempre reclamando,que tem dia que não suporta ficar dentro da sala, por causa do cheiro de maconha,que tem alunos fumando em plena sala de aula .Como se pode chegar a um ponto desses e ninguém tomar providências? ISSO É UM ABSURDO!!!.

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Finais de semana na Fazenda Mombaça Parte 2

Finais de semana na Fazenda Mombaça Parte 2

Já contei,como eram divertidos os finais de semana na casa da Antonia,mas num só post não deu para colocar tudo. Certo domingo, enquanto estávamos fazendo almoço, alguém fêz uma caneca de caipirinha,todos tomaram um pouquinho,mas a minha irmã Ivone, que tinha se separado do marido fazia pouco tempo,passou a mão na caneca e virou tudo, não estando acostumada a beber ficou passando muito mal, sentou-se na grama em baixo de uma árvore no quintal,e fêz uma choradeira,que não havia quem à consolasse, só depois de tomar um café bem amargo que ela melhorou.
Era muito gostoso,também ir passear até a ponte penssil que era no rio Mogi-Guaçu,que não ficava muito longe dali, dava para ir à pé,confesso que tinha um pouco de medo de ficar em cima dela porque morro de medo de cair na àgua,mas era um lugar muito bonito,vejam as fotos.
A Antonia, tinha um livro de piadas e no sábado à noite depois que as crianças dormiam,o Wilson sempre saia para fazer o pagamento dos funcionários da fazenda e o Ademilson ia junto, então as mulheres arrumavam a cozinha e voltavam a sentar em volta da mesa para ler as piadas tomando caipirinha, quando o Wilson chegava ,o tal livro sumia,quanta risada a gente dava com aquelas piadas.
Numa tarde de domingo, quando a gente voltava para casa,estávamos perto de Conchal,o vidro do carro do lado direito do passageiro saiu voando,quase acertando um casal de pedestres que andavam pelo acostamento,tivemos que voltar mais de cem metros de ré para pegar o vidro,que estava inteiro,não sei como,com a velocidade que voou, pegamos o tal vidro voador e seguimos para casa.

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FINAIS DE SEMANA NA FAZENDA MOMBAÇA

FINAIS DE SEMANA NA FAZENDA MOMBAÇA

Naquele tempo, meu marido, Ademilson tinha uma TL, um carro antigo da WW quando chegava os sábados, a gente ligava para minha prima Antonia para perguntar se ela não ia sair, se não fosse,a gente dizia então estamos indo.Carregávamos o carro com roupas, brinquedos,coisas para fazer comidas, a máquina de fazer macarrão caseiro,passávamos na casa da Ivone minha irmã,pegávamos ela e as meninas as vezes também ia a Tania uma amiga nossa.
O carro ia numa lotação, eram três ou quatro adultos e seis crianças,naquela época não se usava cinto de segurança nem cadeirinhas,ia criança até no bagageiro.A criançada fazia uma festa na estrada, a Fazenda fica na estrada de Conchal a Mogi-Guaçu. As vezes além de todos nós, também estavam lá a Lena uma comadre da Antonia e seus dois filhos, com mais dois da Antonia,imagina só que criançada! ainda bem que a casa era grande tinha um quintal enorme todo gramado e com muitas àrvores para eles brincarem, só tinha um perigo a casa ficava encostada na estrada que era de terra e passavam muitos caminhões de cana então a gente tinha que ficar de olho na molecada, mas as vezes alguém escapava e passava do outro lado.Quando se chamava a atenção, porque tinham atravessado a estrada,o JR da Antônia falava:-Não tem perigo a gente fecha os olhos, santa ingenuidade das crianças achavam que se tivessem de olhos fechados ficariam invisíveis.
Enquanto as crianças brincavam a mulherada estava na cozinha fazendo pães,bolos e outras comidas para o jantar porque aquela pequena tropa estava sempre esfomeada,à tardinha todos tomavam banho e jantavam e logo depois já iam dormir nos colchões esparramados pela casa toda e os adultos continuavam na mesa do jantar conversando até mais tarde.Na manhã do domingo começava a comilança logo cedo,para o almoço eu sempre fazia macarrão caseiro de monte porque a turma era grande, almoçávamos,ficávamos até a tarde depois vínhamos embora, todos cansados, mais felizes por ter passado o fim de semana na casa da Antônia e do Wilson…
DIAS FELIZES AQUELES!!!

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memórias de Tereza

memórias de Tereza

O SABIÁ NAS MADRUGADAS
Minha casa fica nos fundos do terreno e o meu quarto é o ultimo encostado com o vizinho dos fundos e no quintal dele tem muitas árvores frutíferas onde sempre tem muitos pássaros, nesses tempos de primavera tem um sabiá que me acorda todos os dias, antes do horário de verão ele chegava as cinco horas, agora as seis em ponto parece um despertador. Quando ele chega os outros pássaros estão em silêncio ele chega ,canta, canta com seu canto afinadíssimo é tão lindo que nenhum outro se atreve a abrir o bico para atrapalhar. Só depois que ele vai embora é que os pardais, ben-tevis joão de barro e tantos outros mais se atrevem a começar seus cantos.!!!

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memórias de Tereza

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COMO MEU PAI APRENDEU A FAZER CESTAS E JACÁS DE TAQUARA
Um dia eu estava trabalhando nos afazeres da casa,e meu pai me chamou lá no rancho onde ele estava fazendo uma cesta, coisa que ele não fazia havia tempo cheguei perto e lá estava ele com as taquaras arrumadas no chão porque apesar dele ter uma mesa de trabalho ele gostava mesmo é de trabalhar no chão parece que estou vendo o jeito que gostava de trabalhar,dobrava os joelhos e sentava em cima das pernas.
Ele me disse:-você tá vendo como se começa uma cesta? estava com as taquaras arrumadas começando a trama, e me perguntou de novo:-sabe como eu aprendi a fazer cestas? eu respondi que não então ele começou a me contar:- O Henrrique e eu fomos aprender, foi com alguem de um sitio vizinho que não me lembro o nome eles eram ainda rapazotes,o tio Henrrique aprendeu com facilidade mas meu pai tentava e não conseguia. Mesmo meu tio ensinando-o muitas vezes acabou desistindo.Até que certa noite estava dormindo e sonhou que estava consguindo fazer a tal da cesta e acordou de madrugada, não esperou nem o dia clarear acendeu a lamparina e foi buscar as taquaras que já tinha tentado tantas vezes sem susseso e comessou a fazer como ele tinha sonhado, e não é que deu certo? daquele dia em diante nunca mais se esqueceu,e ainda falou:-faz tanto tempo que eu não faço uma cesta e não esqueci mais … SAUDADES DO MEU PAI!!

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