A deliciosa simplicidade da infância narrada por mim – Tereza – Introdução

Apresentação do Blog Memórias de Tereza, por Augusto Jeronimo Martini
Acabo de sentar em frente ao computador e abrir o meu e-mail. Começou a anoitecer, há barulho lá fora na rua, mas, ao abrir uma mensagem encaminhada pela minha sobrinha Tatiana e começar a ler o texto que veio anexo, parece que os grilos cantam lá fora!! Uma de minhas irmãs, a Tereza, ganhou um notebook de presente de aniversário. Nunca tinha acessado tal modernidade. Mas, em apenas pouco mais de 30 dias já está bem adaptada. No texto que recebi ela narra um pouco do que lembra de sua infância. São lembranças gostosas, alegres e tristes. Lembranças gastronômicas que trazem nas memórias o  arroz branquinho e o frango do próprio galinheiro, abatido pelas ágeis e habilidosas mãos da tia Leonor ou de minha avó quando moravam no Sítio Bela Vista em Rio Claro/SP e onde a Tereza passava a maior parte das férias escolares. O arroz e o feijão eram os da lavoura da família, colhidos por eles, deixados secar no quintal e depois debulhado, grão por grão. E, por fim, a grande tigela de salada colhida da horta que ficava ao lado do poço, tudo fresquinho.
A claridade meio tímida da lamparina fraca e movida a querosene recebia reforço do fogo da lenha que ainda queimava no fogão à lenha logo ali do lado, na cozinha da tia Leonor, e o seu calor, aconchegante à brisa da noite, quase chegava a ser tão intenso quanto ao das conversas animadas, piadas e gargalhadas e os “causos” sem fim contados pelo meu avô.
tereza
 Com minhas filhas, Tatiana e Endgy
Ao contrário da claridade avermelhada e aconchegante das lamparinas, o breu do entorno da casa revelava apenas os sons da noite que embalavam o jantar numa educada orquestra de grilos e sapos que não atrapalhava em nada a conversa animada: ouvia-se o coaxar dos sapos, o perfeito coral de grilos em todos os seus tons e ritmos próprios, o miado do gato, o latir dos cachorros, o mugido de uma vaca que não queria dormir…
No sítio o sono chegava rápido. Todos logo se acomodavam porque o dia começava muito cedo e, de repente a casa inteira se apagava e a animada conversa dava lugar ao repouso absoluto… Bem, tudo isso não antes de todos rezarem e participarem do terço – quesito obrigatório ao final do dia.
E então, um sonoro co-co-ri-có servia de despertador. Vacas aguardavam impacientes no curral, em meio a insistentes mugidos para a sua ordenha iminente. Um porco na engorda que esperava para ser abatido para o aniversário de meu avô. Espigas no milharal esperavam ser colhidas para serem transformadas numa deliciosa pamonha ou cural. Melancias e abóboras prontas para serem colhidas…
Ah, se a vida sempre acontecesse assim, com a Simplicidade das Coisas como tudo deveria ser…
Nos próximos dez posts vocês entrarão em contato direto com as memórias da Tereza. Aguardem. Acredito que irão gostar.

Sobre amartini2013

Esposa, mãe de três filhos e três netos
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8 respostas para A deliciosa simplicidade da infância narrada por mim – Tereza – Introdução

  1. Antenor Maia disse:

    Que ideia maravilhosa desse blog ai e vai ter mais ?

  2. Antenor Maia disse:

    QUE LEGAL

  3. amartini2013 disse:

    ANTENOR, OBRIGADO POR TER ACESSADO MEU BLOG….

  4. TEREZA disse:

    PARABÉNS TEREZA

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